Criminal Minds: Beyond Borders

Como a morte é encarada nas matrizes africanas?

A primeira temporada de Criminal Minds: Beyond Borders está em sua reta final, mas muitas surpresas ainda estão por vir.

Criminal Minds: Beyond Borders - Como a morte é encarada nas matrizes africanas?

ATENÇÃO, o texto a seguir contém SPOILERS!

A primeira temporada de Criminal Minds: Beyond Borders está em sua reta final, mas muitas surpresas ainda estão por vir. Jack Garrett e a sua equipe, que já têm em seus passaportes nada menos que nove carimbos, desembarcam agora na África do Sul.

Dessa vez, a investigação é sobre o assassinato do jovem Timothy Smit e o desaparecimento do seu irmão mais velho, Brandon Smit. Ambos estão passando férias na cidade de Joanesburgo sob os cuidados da tia Mariam Nell. Eles estavam, inclusive, trabalhando temporariamente no seu bar.

Estranhamente, a morte de Timothy possui nítidas ligações com algum ritual macabro, pois o seu corpo foi untado com terra branca, além de ter um furo na direção da testa e a língua cortada.

Após a descoberta, a agente Clara Seger ligou o caso, por suas características, a uma prática regiliosa sul-africana que supostamente representa o ‘umkovu’, costume de desenterrar e reviver corpos para fazer oferendas. Será que ela tem razão em sua linha de raciocínio?

Não sabemos se ela está certa, mas o fato é que os agentes descobriram outros casos parecidos com o de Timothy no bairro em que o seu corpo foi encontrado.

E para completar o panorama sombrio, a equipe precisa trabalhar com a tenente Ananda Doshi que possui, digamos, métodos nada ortodoxos de trabalho. Ela acha estranho a fixação dos americanos pela aplicação de motivações lógicas para todas as investigações. “Por isso eu prefiro a orientação dos mortos”, afirma.

Enquanto a solução desse mistério não chega, que tal saber um pouco mais sobre outras práticas relacionadas à morte que os africanos cultivam ao longo da história? Confira:

- Os rituais fúnebres dependem de valores culturais, crenças e hábitos de cada grupo. Mas, tradicionalmente, o funeral é realizado no início da manhã, preferencialmente antes de o sol nascer, e não no fim da tarde, de acordo com a cultura da maioria dos povos dos continentes americano e europeu.

- Na cultura africana, não há ‘melhor morte’ do que partir com uma idade avançada e ter um funeral realizado com muita festa, incluindo comida típica, danças, cânticos, orações e discursos.

- Os africanos possuem uma aceitação conformista frente à morte, que é ensinada desde a infância como um elemento natural e necessário para a continuidade e a manutenção da espécie. O luto e os rituais funerários, porém, são fundamentais nessa civilização.

- Em muitas regiões da África, as pessoas têm o costume de preparar de antemão o seu próprio funeral. Para isso, chegam a guardar dinheiro e deixar outras pessoas encarregadas de realizar a cerimônia final.

- Em algumas comunidades, após o enterro, as pessoas que compareceram ao cortejo são convidadas a participar de um almoço ou jantar na casa do falecido, oferecido por seus familiares.

- Os praticantes do candomblé, religião de origens africanas, realizam um ritual denominado axexê: o corpo é preparado, e, durante o velório, cânticos evocam os espíritos ancestrais para que recebam o novo egum (espírito do morto).

E aí? Ficou nervoso para saber como essa história vai acabar? Então, não perca Criminal Minds: Beyond Borders, todas as Quartas, às 22h, no Canal AXN.

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